Bandeiras Tarifárias: O que muda com as novas regras?

Se tem um fator de grande impacto no valor da energia elétrica, esse fator é o Custo da Geração.

Cada fonte de energia tem um custo diferente de geração, alguns mais altos (por exemplo as termelétricas) outros mais baixos (por exemplo, as hidrelétricas).

As usinas hidrelétricas são responsáveis pela maior parte da energia do país, porém, quando os níveis dos reservatórios diminuem a produção de energia também diminui. Para atender o consumo é necessário colocar as termelétricas em operação.

As termelétricas têm um custo de geração mais caro e esse valor é repassado ao consumidor por meio das Bandeiras Tarifárias que podem ser encontradas na conta de energia desde Janeiro de 2015.

bandeiras tarifarias mundodaenergia

Mudanças nas Bandeiras Tarifárias

A ANEEL divulgou ontem (26/01/2016) as alterações para o valor da Bandeira Amarela e a divisão da Bandeira Vermelha em dois patamares que passam a valer a partir de 1° de Fevereiro de 2016.

 

Quais são as Bandeiras Tarifárias?

Atualmente, existem 3 (três) bandeiras tarifárias representadas por cores:

 

Bandeira Verde

bandeira verde mundodaenergia

É a bandeira indicada quando as condições para geração de energia são mais favoráveis (reservatórios cheios). Neste caso, não há acréscimo na conta de energia.

Ainda não tivemos essa bandeira desde que este sistema foi implantado, pois as chuvas não contribuíram para encher os reservatórios.

 

Bandeira Amarela

bandeira amarela mundodaenergia

É indicada quando as condições para geração são menos favoráveis. O acréscimo na conta de energia mudou de R$2,50 para R$1,50 a cada 100kWh consumidos (+impostos).

 

Bandeira Vermelha

bandeira vermelha mundodaenergia

É indicada quando a geração tem um custo mais elevado, por exemplo, quando é necessária a ativação das termelétricas. A Bandeira Vermelha foi dividida em dois patamares:

Patamar 1: O acréscimo na conta de energia é de R$3,00 a cada 100kWh consumidos. 

Patamar 2: O acréscimo na conta de energia é de R$4,50 a cada 100kWh consumidos. 

 

ANTES:

Bandeiras Tarifárias Antes mundodaenergia

A PARTIR DE 01/02/2016:

Bandeira Tarifárias Novo mundodaenergia

 

A ANEEL ressalta que a bandeira tarifária não é um custo a mais, e sim uma apresentação mais clara na conta de energia, pois o consumidor já pagava por esse acréscimo, que era repassado no reajuste da tarifa do ano seguinte. 

 

Se você gostou do post, compartilhe! Se tiver alguma dúvida ou sugestão, deixe aqui nos comentários ou me envie um e-mail para contato@mundodaenergia.com.

Leia Mais

O que é Geração Distribuída?

Hoje em dia falamos muito sobre as vantagens da Geração Distribuída no setor elétrico, mas o que é e quais são as suas vantagens?

 

O que é Geração Distribuída?

Geração Distribuída é a geração no local ou próxima ao local de consumo, independente da potência, da tecnologia e da fonte geradora, e inclui: 

  • Co-geração
  • Gerador que utiliza resíduos de processo como combustível
  • Gerador para uso em horário de ponta
  • Gerador de emergência
  • Painéis foto-voltáicos
  • Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCH’s

Geração Distribuída mundodaenergia

Histórico

A geração próxima ao ponto de consumo chegou a ser a regra no início do século passado, porém, por volta da década de 40 a geração em grandes centrais ficou mais barata e isso fez com que o interesse da geração local fosse reduzido.

A partir da década de 90, a reforma do setor elétrico brasileiro permitiu a competição no serviço de energia, criando concorrência e estimulando todos os potenciais.

Atualmente, com o baixo nível de chuvas, a geração distribuída tem sido muito discutida como uma das melhores formas para mitigar possíveis problemas de falta de energia.

 

Vantagens da Geração Distribuída

 

Redução de custo com transporte

Por estar próximo ao consumo, o custo de investimento com o transporte de energia também é reduzido.

 

Diminui as perdas do transporte

Ao longo da transmissão há uma perda de energia pela distância percorrida. Esta perda é minimizada com a geração distribuída, por esta estar mais próxima do local de consumo.

 

Qualidade da energia

Por não utilizar um transporte com longas distâncias, a qualidade torna-se superior em relação à geração convencional, que utiliza o Sistema interligado Nacional (SIN). A geração próxima às cargas torna o sistema mais estável e confiável.

 

Alívio de sobrecargas

A GD é capaz de aliviar a sobrecarga e o congestionamento do sistema de transmissão e de manter a tensão em níveis adequados, especialmente quando posicionada ao longo de redes de grande extensão, proporcionando maior confiabilidade ao sistema ao reduzir o número de quedas de energia e blackouts.

 

Regulamentação

Lei 10.848/04

Trata da comercialização da energia elétrica. A geração distribuída é citada na lei como uma das possíveis fontes de geração de energia.

 

Decreto n. 5.163/04

Regulamenta a comercialização de energia elétrica, o processo de outorga de concessões e de autorizações de geração de energia elétrica.

 

Resolução Normativa ANEEL 482/12

Em Abril de 2012 entrou em vigor a Resolução Normativa da ANEEL 482/12 que permite ao consumidor brasileiro gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis e inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Trata-se da micro e da minigeração distribuídas de energia elétrica.

 

Potencial

O Brasil possui um alto potencial para a geração distribuída. Muitas casas ainda não possuem painéis solares, muitas fábricas não produzem (parte ou toda) a própria energia. É importante que os incentivos no setor continue, pois só trará benefícios sociais, ambientais e econômicos ao país.

Leia Mais

O que é Eficiência Energética

No mundo da energia é muito comum ouvir o termo “Eficiência Energética”, mas o que isso significa?

 

O que é eficiência?

Primeiro precisamos entender o significado de eficiência. Em termos práticos:

Ser eficiente é fazer o mesmo gastando menos.

eficiencia energetica mundodaenergia

Exemplo 1

Dois carros percorrem 100km. O carro A consome 12 litros de combustível, enquanto que o carro B consome 8 litros do mesmo combustível. Portanto, o carro B é mais eficiente que o carro A em termos de consumo de combustível.

 

Exemplo 2

Duas lâmpadas (uma de LED e uma incandescente) emitem a mesma quantidade de lúmens. A lâmpada incandescente consome 60W, enquanto que a de LED consome 8W. Portanto a lâmpada de LED é mais eficiente que a lâmpada incandescente em termos energia.

 

O que é eficiência energética?

Eficiência energética significa produzir o mesmo resultado consumindo menos energia.

O exemplo 2 é um exemplo de eficiência energética: a mesma produção (quantidade de lúmens) consumindo menos energia elétrica (com a lâmpada de LED).

Eficiência energética não significa deixar de consumir ou reduzir o conforto, significa consumir gastando menos energia. Apagar as luzes é redução de consumo e substituir as lâmpadas por outras que gastam menos energia é eficiência energética.

 

Por que é tão importante?

Investir em um item mais eficiente gera uma economia que dá pra sentir no bolso. Além disso, devido às perdas na geração e na transmissão, economizar no ponto de consumo é mais vantajoso do gerar mais energia.

Leia Mais

Lâmpadas: Incandescente x Fluorescente x LED

A famosa lâmpada incandescente de 60W deixou de ser comercializada no Brasil no dia 1 de julho de 2015. Sua produção e importação já tinha sido proibida em 2014, porém o comerciante que tinha em estoque ainda podia vender. Quem ainda tem em casa não é proibido de usar (a proibição é para produção e comercialização), mas será que vale a pena continuar usando?

O fim das vendas é um grande avanço para o Brasil que vive hoje uma crise no setor energético. Estima-se que se todas as lâmpadas incandescentes de 60W das residências brasileiras fossem substituídas por fluorescentes, a economia de energia chegaria a 4% ao ano.

 

Como funciona uma lâmpada Incandescente?

lampada incandescente mundo da energia

As lâmpadas incandescentes não mudaram muito desde a invenção de Thomas Edison (há mais de um século): uma corrente elétrica passando pelo filamento de tungstênio gerando luz e calor. O grande problemas dessas lâmpadas é que apenas 5% da energia consumida gera luz, os outros 95% se transforma em calor. 

 

Opções para substituir

Atualmente as alternativas para substituir as lâmpadas incandescentes são as lâmpadas fluorescentes e LED.

As lâmpadas incandescentes consomem 4 vezes mais que as fluorescentes e 8 vezes mais que as lâmpadas de LED.

Lampadas LED mundodaenergia

Uma lâmpada incandescente de 60W equivale a uma fluorescente de 15W ou uma de LED de 7W, ou seja, se uma família tem um gasto mensal de R$20,00 de energia com as lâmpadas incandescentes, poderia ser R$5,00 com lâmpadas fluorescentes ou R$2,50 com o uso de lâmpadas de LED (valores aproximados).

 

Como escolher?

Na hora de escolher entre fluorescente e LED o consumidor deve se atentar para algumas dicas:

  • A fluorescente tem o preço menor, porém os preços das lâmpadas de LED tendem a cair com o aumento do consumo;
  • As lâmpadas de LED não emitem raios infravermelhos, que são nocivos à pele;
  • O tempo de vida útil das lâmpadas de LED é 6 vezes maior que as fluorescentes (e 50 vezes maior que a incandescente);
  • O descarte das lâmpadas fluorescentes devem ser feitos em locais adequados, pois contém substâncias que podem contaminar o meio-ambiente.

 

O fim das lâmpadas incandescentes de 60W é mais um passo para o fim da “era incandescente”, que já está quase no fim. As lâmpadas de 25W e 40W pararam de ser fabricadas em 30/06/15 e ainda podem ser comercializadas, mas já estão com os dias contados. O prazo final da comercialização é 30/06/16.

Leia Mais

Bem vindo ao Mundo da Energia

Aqui vocês vão poder tirar dúvidas sobre energias renováveis (e as não-renováveis), tarifas, regulação, eficiência energética, geração distribuída, como entender a sua conta de energia e outros temas desse mundo.

Participem, deixem suas dúvidas, comentários, dicas e críticas!

Leia Mais